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Selic, Desenvolvimento, Inflação e Concentração de Riqueza




Qual é, de fato, a importância da chamada Taxa Selic? A voz corrente é de que se constitui na mais importante ferramenta de controle do processo inflacionário, coibindo o excesso de demanda, promotor da especulação dos preços de produtos e serviços. Mas temos, no Brasil, há já um bom tempo, índices bastante estáveis de inflação, face a um poder aquisitivo agregado de baixo potencial, inclusive com incremento dos índices de inadimplência na sociedade. Em enorme medida, há uma retração de demanda proveniente dos enormes juros operados pelo mercado financeiro.


Então, repetindo, qual é mesmo a importância de haver no Brasil uma taxa básica de juros reais praticamente sem parâmetros internacionais? Que interesses são beneficiados com esses patamares de juros? Quem ganha com o constante crescimento da dívida pública interna? Por que o pagamento de juros e amortizações dessa dívida não é considerado gasto público e precisa que os demais itens do gasto público devam ser contraídos para que a remuneração dos títulos públicos seja garantida? Que interesses estão por trás da tentativa de constitucionalização da “independência” do Banco Central? Qual o impacto dos altos níveis da Selic sobre uma política de desenvolvimento para o Brasil?


Para buscarmos compreender melhor esse obscuro e pouco público debate, teremos a colaboração de:


Ladislau Dowbor, economista, professor titular na pós-graduação da PUC-SP, foi assessor do Departamento de Cooperação Técnica para o Desenvolvimento da ONU, e consultor do Secretário Geral da ONU.É autor de mais de 40 livros e numerosos artigos, disponíveis no site http://dowbor.org


Antonio José Corrêa do Prado, economista, Conselheiro do CORECON-SP e do Instituto Fome Zero. Atuou na ONU, como alto funcionário da CEPAL e FAO. Foi assessor econômico da Liderança do Governo Lula no Senado Federal e servidor no BNDES. Foi técnico do DIEESE por 23anos

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