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Diálogos AMSUR: Desenvolvimento, Equilíbrio Fiscal e Banco Central – Dilemas de Lula

Retomar rumos para o País, neste atual governo Lula, passa por desafios de várias ordens, agravados, todos eles, pelo enorme desmonte a que foi submetido o governo e o conjunto de suas políticas públicas, ao mesmo tempo em que se estabeleceu uma correlação de forças parlamentar fortemente desfavorável. Como enfrentar o tema do Desenvolvimento, em uma visão não apenas de retomada de crescimento do PIB, mas conformando uma política econômica que seja social e ambientalmente justa, e que permita uma reinserção do Brasil na economia mundial em bases não subalternas, nem manietado pelo capital financeiro?


Entre outros importantes desafios, há que se enfrentar, nesse quadro político desfavorável, algumas armadilhas que foram colocadas no caminho do desenvolvimento, por medidas voltadas exclusivamente para a satisfação dos interesses desse chamado “Mercado”, cujo conceito foi capturado pelo capital financeiro e que gravita muito fortemente pela simples lógica do chamado “superavit primário”. O chamado “Teto de Gastos – arranjado logo no início do governo Temer, por forte interesse do capital detentor nos títulos da dívida pública – bem como a política de juros do Banco Central – tornado autônomo e independente e capturando do governo sua soberania sobre a política fiscal e monetária – tornam inviável uma política de desenvolvimento da economia real.


O Governo Lula busca enfrentar esse quadro com algumas medidas, entre elas a conformação de um novo “arcabouço fiscal”, ao mesmo tempo em que disputa a política de juros do Banco Central. São suficientes essas medidas tomadas? Dada a enorme imbricação entre esse tema e a necessidade de se levar adiante uma política de desenvolvimento para o País, estamos desenvolvendo este Diálogo AMSUR, tendo como participantes:


Pedro Paulo Zaluth Bastos, economista e cientista político, leciona no Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas, onde é Professor Associado (Livre Docente). Foi também Chefe do Departamento de Política e História Econômica do Instituto de Economia


Luís Paulo Bresciani, Professor na pós-graduação em Administração da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), professor do Departamento de Gestão Pública da Fundação Getúlio Vargas (FGV), coordenador do Dieese no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC



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